Amadora, metida a poeta. Não me levem muito a sério...rss!
Profundamente
Psique em estado de aflição
Alma inquieta
tem pressa
urgências
Alma inquieta
uma bomba relógio
fogos de artifício
Alma inquieta
apnéia
taquicardias
Alma inquieta
pulsante
desassossegada
exigente
atônita
elétrica
nuclear
atômica.
Por enquanto é só...
S.May
SEJAM BEM-VINDOS!

Faz tempo! 31 de outubro de 2021 fiz uma última postagem
nada mudou debaixo do sol
apenas uma sonda não tripulada
pousou na lua
que não é tão distante
mas nem tão perto assim,
depende!
Alok, se apresentou em Copacabana ontem
o homem dentro da pirâmide
foi louvado, exaltado, todo iluminado
enquanto a forma geométrica emitia luzes,
sinais e prodígios.
Na areia, a mulekada passava o cerol
enquanto o DJ em homenagem a MC Marcinho,
tocava "Glamurosa"
Quanto a Fausto Silva,
este passa muito bem, obrigado,
após o bem sucedido transplante cardíaco.
Sandra May
Estão dizendo nas redes sociais que o evento batizado como "Show do século" foi um fracasso. Não sei, não tava lá.
O que eu posso dizer é o seguinte: está escrito em Isaias 42 8
Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura.
ÁGUIA
Sandra May
O SEXO DOS ANJOS
Martelo e cinzel
COGITO, ERGO SUM
Sandra May
07 de agosto de 2016
FALANDO DELA
É ela
Nela quem?
Quem é ela?
Uma nobre donzela
Te faz escravo
Dos caprichos dela.
Escrevi este poema inspirada na obra literária de George Orwell, 1984
BRASIL, DEMOCRACIA ASSASSINADA.
Depois do golpe parlamentar
de 2016
OUTONO / INVERNO
MARANATA - ORA VEM, SENHOR JESUS!
Não foi falta de aviso!
armam árvores no natal
árvores de ferro pesado
altas como a torre de Babel
o povo sob elas faz self
quase sempre acompanhados por um noel
representante comercial da Coca - Cola
armam árvores no natal
armam-se homens de fuzil
armam crianças
armam ciladas
emboscadas
nessa terra brasil
matam aos montes
o militar e o civil
tudo em nome de deus
acima de todos
acima de tudo
um deus que está bem longe
de ser o pai do menino-Luz
a gente até diz "Feliz Natal"
um pouco constrangida, é claro
e finge que tá tudo certo
SÓ QUE NÃO:
"nesse mundo de hipocrisia
de falsas profecias
em nome de deus
da moral e dos bons costumes
e ( principalmente)
da puta que o pariu
todos os dias matam um menino Jesus"
Maranata! Ora vem.
Sandra May
PRESSÁGIO
Sem destinatário, endereço e o CEP
É a terceira vez que libero essa postagem. A primeira foi em 3 de junho de 2015 quando a escrevi, a segunda foi em 06 de janeiro de 2019, e esta, hoje, dia 04 de março de 2020.
Voces poderão confirmar pelos comentários as diferentes épocas em que foram postadas.
Espero que apreciem.
Só versos
Às avessas
Um pouco de ti cabe no meu coração
Eu inteira, numa palma de mão
O amor?
Mera ilusão
Que o tempo, quem dera...
Dele tivesse um pouco de compaixão!
Esse amor sem destinatário
Sem CEP
Nem endereço
Esse querer que não tem preço algum
É meu mundo
Eu, desconhecida e disfarçada
Sob a máscara, pelo avêsso
Lanço os penúltiplos segredos
Num grito de socorro!
Meus sonhos...?
Meus sonhos?
"Estão vivos, não padeço."
Sandra May/2015
SILENCE
Já fazia um tempo que não postava nenhum texto autoral, mas hoje saiu alguma coisa, resultado das minhas reflexões existenciais.
" Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
Ouvi no silêncio, num silêncio profundo
a voz de um coração
a voz do vento
das crianças
do vácuo
Ouvi no silêncio, num silêncio profundo
a voz de um coração
a voz das chuvas
das muitas águas
do trovão
Ouvi no silêncio, num silêncio profundo
a voz do meu coração
das ondas sonoras, de rádio, do mar...
das ondas mecânicas e eletromagnéticas
...dos átomos
Porém, quando ouvi a voz do Silêncio
a voz do Silêncio profundo
humildemente contrito
me prostrei em adoração!
Sandra May
10 de julho de 2018
É MUITO AMARELO PRA POUCA ESPERANÇA
Dividida, fracionada
AQUELA EPIFANIA
Chove
Uma chuvinha fina lá fora
Persistente
Faz frio
Um frio intenso no meu quarto
Eu me arrepio
Não propriamente pelo frio
Mas pelo prazer de estar contigo
Esse arrepio é o sopro seu no meu ouvido
Meu nome na tua boca
Na minha boca teu nome
Corrente elétrica entrando em curto
E ninguém vê, ninguém sabe
De nós
Ninguém sabe
Que estamos em guerra neste momento
Uma sagrada e profana guerra
De suspiros e gemidos entre Rei
Sandra May/2020
TEMPOS DE SELFIES, OU AUTORRETRATOS

Onde fica Pasárgada?
O que me consola
É pensar em Pasárgada
Vou me embora pra Pasárgada
Pois lá é o meu lugar
Quando o coração aperta
Aperta pra valer
E o nó na garganta
Não impede o rolar de uma lágrima
Ou de muitas águas
Não sei onde fica Pasárgada
Só sei que estou indo pra lá
O meu lugar, uma floresta densa, quase fechada
Só dá pra ver um pouco do céu
O suficiente
Nela tenho quase tudo que preciso
Mas às vezes sinto medo, muito medo
Reconheço minha solidão e penso em gritar por ajuda
Inútil
Ninguém me ouviria
Então deito na terra úmida e quente
Aspiro o cheiro do verde
E cravo meus olhos no azul
Estou conectada com a vida, viva a vida!
Agora acontece o que ninguém acredita
Sou Metamorfose
Meus braços se alongam em facas e foices
E mais uma vez abro caminhos
Onde parecia impossível.
Sandra May
2011
Foi refletindo no poema de Manoel Bandeira que escrevi esse poema.
Encontrei nesse site http://pt.slideshare.net/SMBibliotecas/projeto-o-jogo-do-poema,várias paródias muito interessantes de poemas célebres. Estou postando o que se relaciona com o meu poema, mas, querendo conhecer os outros, é ir no site...muito bons!
FAROL
O homem de pé vigiava
Dia e noite e noite e dia
Feito cão fiel
Ela por sua vez
Dura gélida e fria
Maravilhosa e cruel
Observava infinitamente
Os mares do Atlântico Sul!
Passaram muitos anos...
O homem o tempo levou
A sereia o vento enferrujou.
Sandra May / 2016
A ILHA
No meio do seu peito
Fechada
E janelas sem cortinas
Sem vergonha, escancaradas
Por onde ela fugia
Em noites nuas, estreladas.
Havia um sol do lado de fora
Havia noite dentro da casa
Que agora pede
Que se conceda
Uma indulgência
Um barco a vela
Um vento propício
Daqueles que às vezes sopram
Dos quatro cantos da terra
E a liberte da ilha
A qual fora condenada.
Sandra May - 2015

























