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SERENIDADE




Quem me dera
ah, quem me dera
ter a aceitação das árvores...!

No outono elas deixam cair suas folhas
suaves e humildes, rumo ao chão.

Ah, eu sofro de véspera
sinto a ira de Hera
e por isso sofro de úlcera.
Sandra May


Nota: Há algumas postagens passadas eu disse que no momento seria "leitora." Pois bem. 

Ao dar inicio a este blog em 2011, não sabia bem o que estava fazendo e nem as consequências que o mesmo traria pra minha vida. Quando me dei conta de que não sabia nem quantos textos eram autorais, senti a necessidade de me organizar e, foi assim que criei o blog "Teu Nome é Mulher", onde estou postando somente os meus poemas e pequenos contos. 
Comecei a fazer os registros em ordem cronológica, das mais antigas para as atuais, e no momento estou transferindo as postagens do ano de 2015 (ainda, rs!).
Isso tudo pra dizer que estou "fechando" Letras Que Se Movem. Concluo esse trabalho aqui, grata aos amigos que fiz, ao apoio e colaboração desses mesmos amigos, a tudo que tive oportunidade de aprender e quem sabe, um pouco ensinar...
Contabilizei mais ou menos 300 textos autorais, entre poemas e mini contos. Alguns avaliei como bons, outros ruins.  Uns três ou quatro me encantaram!!! 
Como foram escritos estão sendo publicados em "Teu Nome é Mulher," onde continuarei postando apenas os textos autorais. 
Você me dará muita alegria em conferir e dar sua opinião...afinal, você me ajudou a construir este blog,, e, pude conhecer uma outra pessoa em mim mesma. Uma pessoa melhor!
"Serenidade" é o último poema escrito em Letras Que Se Movem. Porque tudo tem inicio e fim. Fim que quase sempre é um outro começo.

Como a primeira postagem de Letras Que Se Movem, Sandra por Sandra tem uma foto minha, vou terminar como dei início, fechando assim o ciclo. Espero que tenham gostado...é isso...
Abraços e beijos em todos!
Sandra May





SEXO PRA LEVAR A VIDA

As noites assim como os dias eram sexo
Sexo no café da manhã no almoço e sexo no jantar
Em qualquer hora ou lugar
Sexo

Antepasto
Prato principal
Sobremesa
Licor
Café

Depois vinha um amargo
Fumava um cigarro
E a vida voltava a ser o que sempre fora
Um tédio

Amanhã seria outro dia
Amanhã haveria outra noite
E novos pratos a serem degustados
Ou devorados com deleite

Antepasto
Prato principal
Sobremesa
Licor
Café
Amargo
Cigarro
...não necessariamente nessa ordem
Ele desabafou sem pontuação e acento
Sandra May

Antes de sair deixe seu comentário, critica ou sugestão. Você me ajuda a construir esse blog, obrigada!

ESCAPE PLAN

Imagem: Pixabay

MAP

As letras formam um código secreto
As letras são o meu dialeto
Meu mapa
Plano de fuga rumo à liberdade de ser eu mesma
As letras são meu chão e meu teto
Perfeito equilíbrio em ângulo reto.
Sandra May





CHOVIA AQUI DENTRO...



Chovia aqui dentro de Maria
Por trás do cristalino, chovia
no abismo

Chovia aqui dentro de Maria
No céu da boca, entre os dentes, chovia
as ausências

Chovia aqui dentro de Maria
nos hematomas, dentro da pele, chovia
cromo (por sobre as esperanças).

Chovia aqui dentro de Maria
dentro do quarto, dentro da casa,
daquele bairro, daquela cidadezinha

E por isso ninguém via.

Postagem do blog Visão Periférica.
Autora: Lady Salieri
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