POSTAGENS RECENTES NO BLOG

O CORAÇÃO DO BRASIL

No dia 6 de maio de 2015 eu escrevi esse texto
Sem mais...



segundas ou quintas-feiras
todos os dias são iguais
amanhece, entardeço
anoitece, amanheço

todos os dias são iguais
se chover, brilho
à luz do sol, chovo
todas as noites são iguais

amanhecerá?
virá o renovo?

virá um outro dia
sem tanta esperança
quebrada está a aliança
no coração do Brasil...

todos os dias são iguais
se faz verão, esfrio
em noites frias, aqueço
todas as noites são iguais

reflito: Brasil,
qual o seu preço?
desconheço...
aturdida, adormeço
sem sonho
amanheço febril.
Sandra May/2015



CORAÇÕES FEMININOS

Em  8 de março de 2012 eu fiz esta postagem.

MENINAS NÃO SÃO BONECAS, CUIDADO!.

Hoje, dia internacional da mulher, impossível é não pensar naquelas flores que murcharam antes do desabrochar natural.
Por favor, mais amor...
Sandra May






Tenho vivido desde sempre a colar pedaços e cacos. Sou restauradora.
Esta bonequinha chegou até mim em mil pedaços e saiu quase perfeita... quase! Ela sempre será uma boneca quebrada, por mais que aparente não ser...
Sandra May


DELÍRIO TROPICAL

Em 13/06/15 eu escrevi este texto.
Obs: também tenho meus momentos  narcísicos,  hehehehe!

Quando em noite quente
Desabrocha uma lua cheia
Vem Netuno em delirante açoite

É quando me faço bela sereia
Senhora dos sete mares
Descansando distraída na areia.  
Sandra May - 2015
foto autoral editada por Luca Almeida

PALAVRAS SIMPLES PRA PESSOAS SIMPLES ASSIM

Em 20 de agosto de 2015 eu escrevi este poema


TEMPO

Não me espere com calma
Tenho pressa
Não me queira em declínio
Estou em ascensão
Não me deseje estático
Sou movimento
Se me procura em calmaria
Encontrará forte ressaca
Jamais me espere na linha de chegada
Me encontro em todo ponto de partida

Lírico
Perigoso
Como podem ser os ventos
as escaladas
os precipícios

Posso ser o fim do túnel
A fonte após longa caminhada
O sol que dissipa a névoa
Posso ser tudo
Como não ser nada.

Dual
Secreto
Fiel
Os pratos da balança
O inferno
Ou o céu

Sandra May




    1. Bom dia, lindo poema em sintonia com a bela imagem, certamente que será a fonte que refresca e motiva.
      A sua Criatividade poética é imensa, cada poema partilhado é encantador.
      Continuação de feliz semana,
      AG
      ResponderExcluir


      1. Caro, Antonio. Fico sempre feliz ao receber a visita e comentários tão incentivadores dos meus amigos blogueiros.
        Forte abraço .

AQUI você encontra a postagem original


EM TEMPOS DE GUERRA

Foi no dia 25 de outubro de 2011 que eu escrevi este texto, uma das primeiras publicações do blog.

Amigo, antigo, agosto, agora, agrado, antílope, antiquário, autônomo, altruísta, augusto, agradável. Abominável, albergue, alface, anão, avião, alçapão, alemão, áspero, apático, aptidão, algodão 
Anjo, arcanjo, aquarela.

Em dias de chuva
Cheiro de terra
Cheiros de guerra
Aguardando jovens jardineiros
Que descansam sobre a grama
Sob a lama, sujando a honra

Os uniformes camuflados
Manchas de nada
Imitam quase tudo
É a guerra
É a terra

São as lágrimas que já não escorrem
Pelas faces sujas de poeira
Secaram!
...e se não tivessem secado
Escorreria barro
Pelos rostos amargos
Rostos quase apagados
Como fotos muito antigas
Como tempo passado
Que vai apagando memórias
Desvanecendo velhas histórias
Sonhos
Muitas saudades

Tudo volta ao princípio
Completa o ciclo
Se tornando nada
Começo do tudo

Rostos amargos
Menos grama
Lágrimas
Outros jovens jardineiros
Sob a lama.
Sandra May


Parafraseando Sandra

E sobre a terra agora ressequida
Passada a guerra, até onde a vista alcança
Flores, muitas flores, vida,
Vida após a morte, a morte da esperança!
Ed Bellows

Querida amiga Sandra, revendo tudo isto agora, 10:04 hs de 01/12/2015, quase um mês depois, sobreveio a emoção e quase não conseguia ler em voz alta, para minha esposa. Deve ser a resposta deles, de lá do outro lado...
Parabéns. É assim que são os verdadeiros artistas, que conseguem tocar fundo!
Bjs

   Aos mortos, flores e lágrimas!
Aqui está o link da postagem original

Chuva, chove sem parar!

Foi em 08 de setembro de 2015 que escrevi o texto abaixo. O contexto é outro mas a tristeza é a mesma...

Chove chuva
Aylan 1G 1 globo.comnda


Chove chuva!

Chuva, chove sem parar
Chove até cansar
Chove muitíssimas águas
Que lavem da terra
O vermelho do sangue
De todas as eras
De todas as guerras
De todo mal
Chove mais
Chove chuvinha
Chove no plural
Chove muito, muito mais.

Chuva, faz um dilúvio
Estou tão triste e cansada...
Chove paz!
Sandra May

Lágrimas são pouco, são nada como nada pode trazer de volta o que a maldade levou, mas elas caem incontroláveis, embora as saiba inúteis, provocadas pela impotência diante da bestialidade humana!
Só peço a Deus que, se ainda houver tempo, salve o Homem. Salve-o de si mesmo! Amém.

Não sei o que dizer. Se é que a algo a dizer. Sei apenas que senti muito. Refiro-me aos sentimentos provocados pela poesia. Beijos.


Pois que chova, se é que a
chuva lava a tristeza como
você quer e precisa, pelo
menos me deixou pensativo
quanto às suas necessida-
des como também são as mi-
nhas, Sandra.

Beijos, muitos.

O VALE DAS ÁGUAS AMARGAS

Petrópolis, 24 de novembro de 2015

A VALE DO RIO DOCE / SAMARCO, foi instalada na região de Minas Gerais, no início da década de 1940.

Zona histórica de Mariana, Minas Gerais
Município de Mariana - MG


O Escritor e poeta, Carlos Drummond de Andrade, em 1984, poucos anos antes do seu falecimento, escreveu o que parecia ser uma profecia. Ele disse:

"LIRA ITABIRANA"

I
O Rio? É doce
A Vale? Amarga
Ai, antes fosse
Mais leve a carga

II
Entre estatais
E multinacionais
Quantos ais!

III
A dívida interna
A dívida externa
A dívida eterna

IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?


Fonte de pesquisa de imagem: Internet


Lama das barragens de Mariana (MG) encontra o mar na costa do Espírito Santo (ES)

Quadrilátero Ferrífero é uma região localizada no centro-sul do estado de Minas Gerais, que é a maior produtora nacional de minério de ferro. 60% de toda a produção nacional sai da região, que tem uma área de aproximadamente 7 mil quilômetros quadrados e abrange os municípios de SabaráSanta BárbaraMarianaCongonhasOuro PretoJoão MonlevadeRio PiracicabaItaúna e Itabira, entre outros. Além do minério de ferro, também são extraídos do Quadrilátero Ferrífero, ouro e manganês.[1]
Foi um importante polo aurífero na época do ciclo do ouro. O povoamento teve início com a mineração no século XVII. Com a sua decadência, no fim do século XVIII, a região ficou estagnada. No fim do século XIX, com a fundação de Belo Horizonte, houve um novo surto de povoamento.
Lá encontra-se parte de duas das mais importantes bacias hidrográficas do estado, a do Rio Doce e a do Rio das Velhas.
Sua produção abastece as usinas siderúrgicas nacionais e produz, em grande parte, para exportação através da Vale S.A., antiga CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). O minério é escoado através da Estrada de Ferro Vitória a Minas até os terminais do Porto de Tubarão, em Vitória, capital do Espírito Santo (tanto a ferrovia Vitória-Minas quanto o Porto de Tubarão pertencem à Vale S.A.).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Companhia Vale do Rio Doce


A primeira grande empresa estatal a ser privatizada no governo FHC foi a Companhia Vale do Rio Doce, então a maior exportadora de minério de ferro do mundo e, atualmente, uma das maiores mineradoras mundiais, permanecendo líder na exportação de minério de ferro.
Curiosamente, a Vale não constava da relação anexa à Lei nº 9.491, na sua redação original, mas sua privatização teve preferência sobre as demais devido a pressão dos concorrentes internacionais da empresa, interessados em sua aquisição. [carece de fontes]
Na elaboração do modelo de privatização teve participação importante a economista Elena Landau, então diretora de desestatização do BNDES, a quem se acusava de tomar decisões contrárias aos interesses nacionais[19] . Já era casada com Pérsio Arida, sócio de Daniel Dantas no Banco Opportunity, que foi um dos bancos que mais comprou empresas privatizadas no Brasil.
Acorreram ao leilão, realizado em, em 6 de maio de 1997, os grupos liderados pelos empresários Benjamin Steinbruch e Antônio Ermírio de Morais, vencido pelo primeiro, em associação com dois fundos de pensão (Litel e Litela, administrados pela Previ) e grupos nacionais empresariais e estrangeiros.
A venda do controle acionário da Vale foi concretizada em 6 de maio de 1997 para o consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, de Benjamin Steinbruch, que adquiriu o controle acionário da Vale por US$ 3.338.178.240 ou cerca de 3,3 bilhões de dólares, na ocasião, representando 27% do capital total da empresa, antes pertencente à União, que representavam 41,73% das ações ordinárias (com direito a voto) da empresa.
A empresa, já sob domínio privado, beneficiou-se do grande aumento no preço mundial do minério de ferro, o principal produto vendido pela Vale - que subiu 123,5% desde o inícios de 2005 até o final de 2006[20] - o que lhe permitiu crescer e se desenvolver de forma acelerada. E em outubro de 2006, com os lucros obtidos no Brasil, comprou a mineradora canadense Inco, que incorporou como sua subsidiária integral, em janeiro de 2007, tornando-se a segunda maior mineradora do mundo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

ÁGUAS AMARGURADAS

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?



Num rio de águas profundas
Passeavam peixes
E brincando de esconder entre as pedras
Passeavam peixes de todas as espécies.

Peixes-boi, que nem peixes eram
Piranhas e Pirarucus
Peixes-palhaço, Barrigudinhos
Bicudas e Candirus.

Peixes de couro ou escamas
Lambaris, Dourados, Piabanhas
Pintados, Tilápias, Tucunarés
Sarapós, Tambaquis e Borboletas

Peixões e peixinhos
Brincaram nas águas de um rio
Que já não é tão profundo
Que já não é tão rio.

Não brincam mais os peixinhos...
Sandra



SANDRA,

estes rios já não merecem mais os peixes, só pneus velhos,sofás em desuso e água degradadas pela irresponsabilidade de mineradoras.

Os rios não merecem mais os peixes.

Um abração carioca.


Lágrimas de sangue


Às nove horas e cinco minutos do dia 14 de fevereiro de 2016 do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, escrevi este texto:

Nas cavernas úmidas e frias
Entre bisões, cavalos e alces
Ao encontrar uma flor ou um pássaro
Saiba, fui eu que desenhei

São meus primeiros registros
Que em meio a tristeza e aos  gritos
A natureza eu recriei

Lágrimas, carvão e sangue
Saliva, barro e suor
Foram os recursos que usei.
Sandra May






CIO DA TERRA

assim eu escrevi no dia 17 de maio no ano da graça de Nosso Senhor  Jesus Cristo de 2014




em noite descoberta e fria
uma esfera branca  no céu flutua
vestida de noiva e toda nua
despudorada ela afaga os navegantes
e os que nela repousam olhares
doces gigantes

não tem jeito... entre gritos, miados e pios 
lobos uivam babando
sangram nas sombras da noite
suspiros e sussurros

é madrugada
encerra-se o cio da vida
calam as bocas arfantes
e todos pegam no sono

por mais algum tempo a deusa
solitária na noite flutua
até a próxima cheia
fogo sagrado
sossego profundo!
Sandra May 










O LADO DESUMANO DA HISTÓRIA.

24 de setembro de 2015

Louca sou eu que não tenho fé no ser humano, que não tenho esperança. Você, mulher, você é sábia!
Sandra May

Você sabia?
 - 25 de março é o Dia Internacional em memória das vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos.
 - No Brasil, 28 de janeiro é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. ( créditos da pequisa aqui )


Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).


Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Sem destinatário, endereço e o CEP

 3 de junho de 2015

Arte autoral


Só versos
Às avessas
Um pouco de ti cabe no meu coração
Eu inteira, numa palma de mão

O amor?
Mera ilusão
Que o tempo, quem dera...
Dele tivesse um pouco de compaixão!

Esse amor sem destinatário
Sem CEP
Nem endereço
Esse querer que não tem preço algum
É meu mundo

Eu, desconhecida e disfarçada
Sob a máscara, pelo  avêsso
Lanço os penúltiplos segredos
Num grito de socorro!

Meus sonhos...?
Meus sonhos?

"Estão vivos, não padeço."

Sandra May/2015










NA RODA DA SAIA RENDADA DA MOÇA QUE DANÇA CIRANDA

PASSEI POR UMA CATARSE EM 2018
Aleluia!!!

Desenho autoral



Se a gente tiver que "dançar", que seja um samba


"Quem não gosta de samba bom sujeito não é



é ruim da cabeça ou é doente do pé..."
Composição: Dorival Caymmi 

Imagem: Dominique Justen
Que as nossas armas sejam instrumentos de paz e fraternidade.




🎼Mesmo com todo emblema
 todo problema
todo sistema
 todo Ipanema
 a gente vai levando...🎼
Chico Buarque







JUSTICEIROS A POSTOS!

Petrópolis, 26 de setembro de 2015
Gente,
 vou republicar os textos antigos que coloquei como rascunho, não necessariamente na ordem que foram escritos, mas sempre editarei colocando a data da postagem original.

Brasil-verão-terra em chamas. Vamos lá, cidadãos de bem!   cidadãos brasileiros



Num dia demais ardente
Sem  sombra de dúvida
Vem a crueldade vestida de sangue
Apagar outra mancha da miséria

Mais um corpo estendido
Um grito contido
Outro calado
Emudecido

Quem foi?
Quem não foi?
Fui eu, foi você
A polícia, o bandido
O civil, o militar???

Fomos nós
Desorientados náufragos
De um planeta em chamas
Aos berros
Clamando: justiça!
Sandra May