POSTAGENS RECENTES NO BLOG

Amadora, metida a poeta. Não me levem muito a sério...rss!

CONTIGO

Não é bicho de sete cabeças
Não demanda tempo algum
Porque tenho ideias, certezas
Dividimos um senso comum

Por um tempo, o tempo, abismo
Separou-nos, e , eu nem sabia
Que o destino, com certo cinismo
Com o tempo, a nós dois uniria

Hoje sei, pois me sinto completo
Que o hoje, já estava escrito
Fico inteiro se você tá perto

Meu pensamento não fica restrito
Eu me exponho, estou mais aberto
Meu sentimento está sempre contigo.
Antonio Cesar





HÁ FLORES DO MAL? ISSO É SURREAL

Demente, descontente, doente
Descrente, descendente de indecente
Dual, sem sinal e sem sal
Fora do tom, desfocada & sem sol
Semente de serpente... só mente e só.
Seguem os dias
Todos iguais
Repetidos atos
Repetidos atos
Repetidos atos
Seu único objetivo
Praticar o mal
o mal
o mal
o mal

Há flores do mal ?
As flores do mal
São disfarçadas...
Quase enganam
Elas não murcham

Somem...some...som...só!
Sandra May/2013


Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.Lucas 10:19



GAIA SE REVOLTA

“E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.”

Lucas 21.25 e 26





Eu sou o sol e você é o meu luar!


De que forma
Entre  tantas luzes que ofuscam teu brilhar
Encontrar as luminosas centelhas
Fulgurantes desses olhos
Que prometem tanto tanto
A ponto de me envergonhar?

As luzes da cidade são enganadoras
As luzes da cidade são traiçoeiras
Sendo noite é quase dia
E os dia trevas são.

Entre qual das tantas luzes
Meu luar, você está?

A ti envio incandescente fogo
E ousadamente confesso:
"Impossível não te acertar
Sou eu uma  estrela
Você, o meu  luar!"
Sandra May




OS INOCENTES DO LEBLON (DRUMMOND)





Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe uma grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes
tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam nas costas e esquecem.
Carlos Drummond de Andrade

O CORDEL GENTILEZA


Nas paredes ele marcou,
com sua letra sem igual,
sua mensagem ficou,
virou noticia de jornal.

Diz o dito popular
Que de médico e de louco
todo mundo traz um pouco,
Gentileza é um profeta,
Ou seria ele o louco?

Muita gente ouviu falar
Desse homem singular
Desde o Rio de Janeiro
Até o Brasil inteiro.

Em 11 de abril nasceu
 O notável Gentileza
E viveu sua infância
 Em meio a muita pobreza.

No campo levou a vida
José deixou-se crescer
Depois escolheu o Rio
Completando o seu viver
E se tornou maluquinho
No rio andando sozinho

Do Caju a Novo Rio
Deixando a terra natal
Ele passou a pregar
Pensamento genial.

Citando em verde amarelo
E pintando com destreza
Sempre diz que "gentileza
 gera sempre gentileza"
criticando o nosso mundo
pela sua avareza.

Ele chamava a atenção
 Com sua barba branquinha
Também branca era sua túnica
era o cuidado que tinha.

Parecia mesmo um santo
Carregando o seu cajado
Pensavam em se tratar
De um ser iluminado.

Ou seria de um velho
Que durante o caminhar
Parecia sem juízo
Um louco só a gritar?

Profetizava palavras 
Umas boas, outras duras
Talvez no seu coração 
Trouxesse muita amargura.
Como saber de verdade
Se aquilo era só loucura?

Mas vejam o seu destino:
Tal qual um grande artista
Sua fama mesmo só veio
Quando ele sumiu de vista.

Foi quando o nobre profeta
Nosso profeta das ruas
irou grife e estampa
Na camisa de turista.

Rejeitava o carnaval
As festas, a alegria
Talvez fossem as lembranças
Que no seu peito trazia
Que de maneira cruel
Seu coração endurecia.

No adeus a Gentileza
louvemos sua história
a história de um homem
ou quem sabe a de um santo
que talvez só precisasse  
de um pouco de acalanto.

Cada um via de um jeito
Aquele velho a gritar
Suas palavras repetidas
Chegando a esbravejar.

Mas de uma coisa, amigos
todos nós temos certeza.
O profeta tem razão
Quando diz que "a gentileza
Gera sempre gentileza"!

E essa é a nossa conclusão:
Nisso estava a sua nobreza!


Autoras: 

 Aline Martins Cabrita Lemos
Ana Paula Marques Barreiros
Bruna Lorraine
Camila Brito Moreira
Rafaela F. Ennes

Realização: Associação Educacional de Niterói (AEN)

Obs: Caso a Associação realizadora discorde da postagem eu retirarei mediante comunicado.


O Profeta

Gentileza gera gentileza
Gentileza gera gentileza


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
José Datrino, mais conhecido como Profeta gentileza (Cafelândia, 11 de abrilde 1917 – Mirandópolis, 29 de maio de 1996)1 , foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares sob um viaduto situado na Avenida Brasil, na zona portuária do Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.2
"Gentileza gera gentileza" é sua frase mais conhecida.