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Amadora, metida a poeta. Não me levem muito a sério...rss!

A PRIMAVERA NA MINHA AMADA PETRÓPOLIS!









fotos autorais

Em cada imagem uma boa lembrança. Ano a ano, a história se repete.
Sandra May      


FALANDO EM PRIMAVERA






Tende piedade, Senhor,
de todas as mulheres
Que ninguém mais merece amor e amizade
Que ninguém mais deseja
Tanta poesia e sinceridade
que ninguém mais precisa tanto
de alegria e serenidade.

Tende infinita piedade delas,
Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos
ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida delas

                                                 Elegia desesperada

                                                                                  Vinicius de Moraes

Fotografias de Haroldo Palo Jr.

QUÃO VARIADAS SÃO AS SUAS OBRAS, SENHOR!




Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.
2 Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.
3 Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.
4 Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador.
5 Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.
6 Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes.
7 À tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram.
8 Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.
9 Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.
10 Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes.
11 Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede.
12 Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos.
13 Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.
14 Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão,
15 E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.
16 As árvores do Senhor fartam-se de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou,
17 Onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias.
18 Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos.
19 Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso.
20 Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva.
21 Os leõezinhos bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento.
22 Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis.
23 Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde.
24 Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.
25 Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.
26 Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar.
27 Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno.
28 Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens.
29 Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras o fôlego, morrem, e voltam para o seu pó.
30 Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.
31 A glória do Senhor durará para sempre; o Senhor se alegrará nas suas obras.
32 Olhando ele para a terra, ela treme; tocando nos montes, logo fumegam.
33 Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência.
34 A minha meditação acerca dele será suave; eu me alegrarei no Senhor.
35 Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não sejam mais. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. 

Louvai ao Senhor!

Salmo 104


A DANÇA DOS OLHOS




A dança dos nossos olhos
É muito mais que beleza
É o contraste das luzes verdes
Refletidas bem fundo
Nos castanhos olhos embaçados
Pela emoção de estar contigo

A dança dos nossos olhos
É muito mais que encanto
É o surgimento das lágrimas
Que formam o pranto, que desce no rosto
Salgando os lábios, despertando desejos
Mostrando sorrisos felizes

A dança dos nossos olhos
Substitui a palavras:
É o idioma do amor que dispensa a voz
"Que só entendemos nós"

A dança dos nossos olhos

Vem sempre antes e depois do abraço
É o caminho trilhado por nossos lábios
Para ficarmos "sós" e janela para fora do mundo

A dança dos nossos olhos

Antecede um beijo profundo
É o nosso limite do mundo
Fronteira com a felicidade de sermos nós.
 Walter Moreno




MENSAGEM DE UMA ABELHA


             
   Dá-me flores, produzirei o mel!
Sandra May

mel (plural: meles ou méis1 (pronúncia br:/mɛw/ pronúncia pt:/mɛl/) é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado pelasenzimas digestivas desses insetos, sendo armazenado em favos em suas colmeias para servir-lhes de alimento. 2 .
O mel sempre foi utilizado como alimento pelo homem, obtido inicialmente de forma extrativa e, muitas vezes, de maneira danosa às colmeias. Com o passar dos séculos, o homem aprendeu a capturar enxames e instalá-los em "colmeias artificiais". Por meio do desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de manejo, conseguiu aumentar a produção de mel e extraí-lo sem danificar a colmeia. Com a "domesticação" das abelhas para a produção de mel, temos então o início daapicultura. Atualmente, além do mel, podemos obter diversos produtos como o pólen apícola, a geleia real, a apitoxina e acera. Além da produção e comercialização de rainhas e em alguns casos de enxames e crias.3
O mel é o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. Além do alto valor energético, possui conhecidas propriedades medicinais, sendo um alimento de reconhecida ação antibacteriana.4
Juntamente com o mel, as abelhas produzem outros importantes produtos: a cera, a geleia real e o própolis.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre



Imagens autorais

MÃE


De tantos dias esperando
Incansavelmente não perdeu a fé
De chegar não se sabe onde
De encontrar-se com quem não se sabe quem
Assim os dias foram passando...
Moídos com mãos pacientes
Desfiados um a um.

E tantos tempos foram passados
Que sua pele enrugou-se em vincos
Como sulcos de terra seca
Como verniz velho, craquelado
Como das árvores muito velhas
As velhíssimas árvores avós.

E os sonhos?
Ah, os sonhos!
Aqueles, se mantiveram intactos e preservados
Havia bebido da fonte da juventude
Porque ela conhecia o segredo.

Das lembranças ?
Guardava as bandeiras brancas 
Tremulantes em varais ao vento
Roupas enxaguadas em água de anil
Coisas do passado.

E dos dias de luta, restou a paz
Da certeza do papel cumprido
Dos travesseiros livre dos espinhos
E dos lençóis de algodão.

Assim dormiu
Deixando meu coração tão vulnerável e oco
Assim dormiu
Em começo de noite
Deixando minha vida em parcial eclipse
Congelado momento
Assim dormiu minha mãe,
Assim dormiu a minha Mãe.

Sandra May