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Amadora, metida a poeta. Não me levem muito a sério...rss!

Reciclar é preciso.

Começa assim...

                                       
O resultado final! 
reaproveitamento, artesanato, pulseiras
É nosso dever cuidar do que recebemos com graça.
Sandra May
Imagens autorais

MARIA, MINHA FILHA

Ela não é a virgem de Belém
Nem tão pouco uma qualquer Maria
Ela é também Gabriela, O Anjo,
Aquele que anuncia

Foi em noite quente de novembro
Lá pelas nove, mais ou menos
Que uma enorme lua surgiu
Anunciando o nascimento
Mais um filho do Brasil

Ainda faltava um tempo
No entanto se apressou o meu anjo
Aquele que chamei de Gabriela
A enluarada Maria
O luar que me guiaria


Olhares se cruzam
Silêncio profundo
Seja bem vinda, Maria
Menina que em outros versos
É a lua que viaja vadia

Hoje ela guerreia
A brava Maria Bonita
Que me segue de perto ou de longe
Que me orienta de noite ou de dia

É estrela muito brilhante
Maria, morena Maria
Maria, farol que me guia
Lua que viaja vadia

Bom mesmo é ser mãe de Maria!
Sandra May


Desenho infantil,
Desenho feito por Maria Gabriella


O DEPOIMENTO DA ROCHA

Crua e incisiva
tenho um espinho na carne
e  um punhal cravado no peito
noites de pouco sono e dias verdes
feitos de reflexões costuradas
passos cuidadosos e quase débeis
como radares
captando o pulsar da terra
pão sobre a mesa / erva no chão.

Estremece o interior da terra
e o inferno não podendo conter-me
explode
arremessada entre lavas incandescentes
escorro fogo
sopram ventos, desaguam tempestades torturantes
sou rocha.

sobre mim edifiquem suas casas
construam seus pilares
me ponham por altares.

Posso ser polida
posso ser lascada
fendida, escorrerei as muitas águas
fonte, saciarei as muitas sedes
triturada areia
finíssimo pó, talco.

Pedra, dura pedra
pedra, lisa pedra
viajante solitária do grande universo
meteoro fui
por encontro alucinante
estrela cadente sou
façam três pedidos...

Quebrei vidraças, parti corações, venci gigantes
Golias jaz morto a meus pés,
no entanto não lhe deceparei a cabeça,
não exibirei troféu
chega de sangue!

Pedra, dura pedra
pedra, lisa pedra
faísco cristal
e super aquecida
me modelo diamante
...comovo women corações.

Pedra, dura pedra,
transformada e sempre pedra
pedra no meio do caminho
pedra que é o meu espinho
pedra no nosso caminho
pó de pedra, disfarçada
punhal e espinho
seixo, entre as sombras descansa
no poço raso de um rio.

Sandra May








ENLUARADA

A lua
Navegante solitária
flutua
Melancólica e bela
Vulneravelmente sujeita
a um cupido qualquer!
Sandra May 



MONÓLOGO UTÓPICO

Quero pessoas silenciosas
De lábios tranquilos e olhares atentos
Gosto dos olhos que falam

Quero um mundo de corações serenos
Mãos calorosas, quentes, receptivas
Escancaradas mentes
E braços bem abertos
Onde caibam quase todos
Onde caiba quase tudo
Onde só o quase nada fique de fora
E ainda assim se esforce pra caber lá dentro

Quero um tempo de perdão

De pedir e de doar
Quero um tempo de trocar o tempo
De passar com o tempo, bem lento
Quero muito tempo

Quero um tempo de trabalho

Um tempo de exercício
De mãos que voltem a plantar
Sem noites de chorar
Sem lamentos ao levantar
Sem relógios, sem relógios, sem relógios

Quero noites pra sonhar!

Quero um tempo pra entender

O processo do meu coração
Quero parar.
Silêncio! quero ouvir bem atenta
O que Deus tem pra me dizer
Psiu...
Sandra May 

Jovem sorrindo
Imagem: Tumblr


MARIA MARIA

Maria luar que me guia
Lua viaja vadia
Vida sem pressa surgia.

A lua é Maria
Maria é vadia
A vida não tem pressa...

Bom é ficar vazia!                                                                                                                  
Sandra May


NINFA 

Desenho original: tinta sobre papel A5 colocado.