Fotografia autoral
Amadora, metida a poeta. Não me levem muito a sério...rss!
ÁGUA EM VINHO
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Reutilizando materiais descartáveis podemos além de poluir menos, criar objetos artesanais incríveis!
Vamos de inspiração...
Bobina de linha e rolos de fita adesiva, de papel alumínio e outros
podem se transformar em vasinhos para arranjos com flores secas !
Bracelete de papelão forrado com sobras de tecido...lindo!
Essa pulseira foi trabalhada com filtro de café e ganhou fecho de imã. Uma colagem do Pão de Açúcar
fez a diferença e deu charme a peça.
Brinco feito de papelão com detalhes de pedrinhas e colagem, lindo!
Sandra May
AMAR (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Porque Deus amou o mundo de tal ...João 3. 16
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)
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Grandes autores
ESTRANHOS
domingo, 28 de julho de 2013
Fui
te
entender
sem
querer
Decifrei
teu
olhar
de
Forma
simples
Eu
nem
disse
a senha
E
sua
porta
abriu-se
ao
infinito
E
assim,
sem
saber
o
caminho
Segui
aos
saltos
Se
quisessem,
Esses
dois
estranhos
criariam
um
mundo
E
suas
muralhas
ganhariam
os
céus
E
as
consciências
Mas não viveram a fundo
Por temerem o precoce amor
Que nasceria de tudo
prematuro e inconcebível
Esses dois estranhos preferem sonhar
A sentir o fogo dizimar os campos da solidão
Vivem buscando a sombra
Pra fugir do sol que sequer nasceu.
Mas não viveram a fundo
Por temerem o precoce amor
Que nasceria de tudo
prematuro e inconcebível
Esses dois estranhos preferem sonhar
A sentir o fogo dizimar os campos da solidão
Vivem buscando a sombra
Pra fugir do sol que sequer nasceu.
Valter Moreno
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