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QUANDO CHEGA A NOITE

Tá quase na hora
De vislumbrar as sombras que ocultas
Vão consumindo a criança
Está bem perto a memória
Dos nossos tempos de infância
Quando quase nada era graça.

Não houveram vitórias na tua vida vazia
Antes a vivesse  como eu, mais para ociosa, quase vadia

 A morte, volta e meia me faz ciranda
E eu não sabendo qual o seu fim
A percebo chegando mais perto todo dia
Naquela pele esverdeada
No cinza-chumbo das radiografias
Na fumaça dos cigarros
Nos odores das bebidas

E nas noite que nos fazemos companhia
...sabe Deus o que nos espera
Eu, a morte e o menino
Aquele mesmo que tinha por sonho
Estudar datilografia.

Sandra May / 2013
Fotografia de Dominique Mayworm Justen

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