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POVOS MIGRANTES (minhas origens)





                     


     Casal de filhos de migrantes germânicos e sua descendência. Ao redor deles meu pai e seus irmãos e irmãs.
      Hoje apenas o bebê, minha tia de 82 anos, vive. Cresci olhando para esse quadro todos os dias e uma sensação estranha envolvia minha alma. Meu avô e uma de minhas tias já eram falecidos, meus pais moravam longe de mim e me visitavam uma vez por semana , dois dos irmãos da foto não se falavam e permaneceram assim afastados até a morte, um outro era alcoólico e eu o via chegar quase todos os dias embriagado e muitas vezes cair de cara na lama. Havia muitas brigas diariamente, crianças chorando, mulheres gritando e minha avó tão velha cozinhando no fogão a lenha.
     Todos os dias eu sentava num sofá de palhinha, lindo, que ficava na sala e contemplava o quadro acima. Realmente eu não entendia nada, minha cabeça era uma grande confusão. Aquele quadro era incompatível com a nossa realidade e minha vida começou a ser fragmentada . Isso foi só começo; do punhal cravado no peito e do espinho na carne.
     Apenas minha tia vive e sem saber está me ajudando a emendar minha colcha de retalhos, que por sinal está ficando linda!
Sandra May
  

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